Não sei se acredito em inferno astral… a verdade é que estou me sentindo em estado de tensão pré-menstrual constante já faz 15 dias, e o aniversário se aproxima. Sabe aquela sensação de que ninguém te ama e ninguém te quer? Uma angústia sem fim e sem razão? É assim.
Só sei que uma coisa eu aprendi nesses seis meses de solterice (inéditos): a me divertir sozinha e a ser minha melhor companhia. Sou capricorniana estressada, independente e mandona. Logo, fazer as coisas by myself, às vezes, é a melhor saída. Ir ao cinema assistir ao filme que EU quero, caminhar no bairro, tomar café da manhã aos domingos na minha padaria preferida, ter tempo para ler o que EU quero e quando quero, poder dormir até mais tarde sem ninguém me cutucar, passar horas no shopping, conseguir escrever no meu blog em um sábado qualquer… tudo isso não tem preço.
Hoje tomei um bolo da minha melhor amiga. Não sei dimensionar o tamanho da mancada já que estou nesse estado meio melancólico. O resultado é que rolou um stress. Ok. Vai passar. Resolvi sair sozinha e fazer o que eu tinha me programado desde o início.
Chegando ao shopping, encontrei uma vaga no estacionamento em menos de 1 minuto. Pasmem. Subi. Já dei de cara com a Livraria da Vila. Comprei finalmente e biografia do Steve Jobs (nada original, mas eu queria muito!). Subi mais um pouco. Cinema? Resolvi ir ao teatro, pra mudar um pouco. Último ingresso estava me esperando. Entrei, e fiquei maravilhada. Depois, entrei em uma mercearia incrível que abriu no Shopping Patio Higienópolis, a St. Martche. Azeites……..patês………queijos………..vinhos………. Vinho, adoro. Resolvi comprar uma garrafa de um dos meus preferidos. Pra finalizar, já que ainda não consegui largar totalmente a nicotina maledeta, comprei um cigarrinho top “Macbeth” para apreciar junto com o vinho. E claro, não esqueci do papel higiênico, sábado sozinha em casa tem dessas coisas.
Para finalizar, não posso deixar de comentar um pouquinho sobre a peça que assisti. Se chama “Conversando com Mamãe” com Beatriz Segal e Herson Capri no Teatro Folha. Mostra um homem angustiado, em decadência financeira, preocupado em manter seu status perante a sociedade. Uma mãe viúva que aprendeu a ser feliz sozinha. Ele está infeliz, e sua mãe é uma desconhecida. A mãe, mesmo após 25 anos, ainda espera seu filho para jantar, todas as noites, mesmo que o ele nunca apareça. Ele assume sua infelicidade do casamento. Ela o faz lembrar de sua infância. O elo é refeito. Ela morre. Ele entende que sempre há tempo para mudar o comportamento e fazer novas escolhas. Lindo.
O texto é ótimo, engraçado, despojado. Ótimos atores. E no final, fica aquele sentimento de que nós também temos relacionamentos a serem reatados. Me emocionei, e para mim, isso é o que vale a pena: quando nossa alma é tocada de alguma forma inesperada.
Aqui estou eu, num estado semi-etílico, ouvindo Dire Straits de camiseta velha e shorts, curtindo meu sábado e tentando compartilhar com vocês esse sentimento. Liked. Acho que a conclusão é… Seja a sua melhor companhia.
Fim…







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