Sua melhor companhia

Publicado: 10 10UTC dezembro 10UTC 2011 em Uncategorized

Não sei se acredito em inferno astral… a verdade é que estou me sentindo em estado de tensão pré-menstrual constante já faz 15 dias, e o aniversário se aproxima. Sabe aquela sensação de que ninguém te ama e ninguém te quer? Uma angústia sem fim e sem razão? É assim.

Só sei que uma coisa eu aprendi nesses seis meses de solterice (inéditos): a me divertir sozinha e a ser minha melhor companhia. Sou capricorniana estressada, independente e mandona. Logo, fazer as coisas by myself, às vezes, é a melhor saída. Ir ao cinema assistir ao filme que EU quero, caminhar no bairro, tomar café da manhã aos domingos na minha padaria preferida, ter tempo para ler o que EU quero e quando quero, poder dormir até mais tarde sem ninguém me cutucar, passar horas no shopping, conseguir escrever no meu blog em um sábado qualquer… tudo isso não tem preço.

Hoje tomei um bolo da minha melhor amiga. Não sei dimensionar o tamanho da mancada já que estou nesse estado meio melancólico. O resultado é que rolou um stress. Ok. Vai passar. Resolvi sair sozinha e fazer o que eu tinha me programado desde o início.

Chegando ao shopping, encontrei uma vaga no estacionamento em menos de 1 minuto. Pasmem. Subi. Já dei de cara com a Livraria da Vila. Comprei finalmente e biografia do Steve Jobs (nada original, mas eu queria muito!). Subi mais um pouco. Cinema? Resolvi ir ao teatro, pra mudar um pouco. Último ingresso estava me esperando. Entrei, e fiquei maravilhada. Depois, entrei em uma mercearia incrível que abriu no Shopping Patio Higienópolis, a St. Martche. Azeites……..patês………queijos………..vinhos………. Vinho, adoro. Resolvi comprar uma garrafa de um dos meus preferidos.  Pra finalizar, já que ainda não consegui largar totalmente a nicotina maledeta, comprei um cigarrinho top “Macbeth” para apreciar junto com o vinho. E claro, não esqueci do papel higiênico, sábado sozinha em casa tem dessas coisas.

Para finalizar, não posso deixar de comentar um pouquinho sobre a peça que assisti. Se chama “Conversando com Mamãe” com Beatriz Segal e Herson Capri no Teatro Folha. Mostra um homem angustiado, em decadência financeira, preocupado em manter seu status perante a sociedade. Uma mãe viúva que aprendeu a ser feliz sozinha. Ele está infeliz, e sua mãe é uma desconhecida. A mãe, mesmo após 25 anos, ainda espera seu filho para jantar, todas as noites, mesmo que o ele nunca apareça.  Ele assume sua infelicidade do casamento. Ela o faz lembrar de sua infância. O elo é refeito. Ela morre. Ele entende que sempre há tempo para mudar o comportamento e fazer novas escolhas. Lindo.

O texto é ótimo, engraçado, despojado. Ótimos atores. E no final, fica aquele sentimento de que nós também temos relacionamentos a serem reatados.  Me emocionei, e para mim, isso é o que vale a pena: quando nossa alma é tocada de alguma forma inesperada.

Aqui estou eu, num estado semi-etílico, ouvindo Dire Straits de camiseta velha e shorts, curtindo meu sábado e tentando compartilhar com vocês esse sentimento. Liked.  Acho que a conclusão é… Seja a sua melhor companhia.

Fim…

Ontem assisti a um filme maravilhoso! Desde que entrou em cartaz, fiquei ansiosa para conhecer a novidade estrelada e dirigida por Selton Mello. “O Palhaço” já levou mais de 1 milhão de pessoas ao cinema e comove a todos por expor um dilema universal: anseios sobre nossas escolhas, sobretudo, as profissionais. Fazia tempo que eu não me emocionava tanto diante da telona.

"O Palhaço" - Selton Mello

O Circo Esperança conta com diversas atrações, e entre elas, a dupla Pangaré e Puro Sangue, vividos pelos palhaços Benjamim (Selton Mello), o filho, e Valdemar (Paulo José), o pai, que arrancam gargalhadas do público. Apesar dos sorrisos no picadeiro, detrás da lona se esconde a dura realidade dos artistas que vivem da arte circense.  Benjamim se revela uma pessoa triste, cansada e acredita que tenha perdido a graça. Sendo assim, começa questionar sobre suas escolhas. Será que ele realmente tinha vocação para palhaço? Será que só estava seguindo os passos de seu pai? Tristonho, cansado e pensativo, resume: “Eu faço as pessoas rirem. Mas quem vai me fazer rir?”.

Triste, já não mais fazia as pessoas rirem. Impulsionado por novos desafios e pela ânsia de sanar dúvidas essenciais, ele abandona seu pai e parceiro e também o circo para buscar “algo” que talvez nem ele soubesse ao certo, mas era necessário. Parte para a cidadezinha de Ana, moça sorridente, em busca de uma aventura sem identidade, CPF ou comprovante de residência, mas logo depois de ter ultrapassado a lona, descobre que o mundo do lado de fora é bem diferente. Para ser alguém não bastava ter uma certidão de nascimento velha e amassada.

Depois de alguns dias, já estava com seu RG em mãos e empregado em uma loja de eletrodomésticos em uma cidadezinha do interior. Ventiladores. Muitos ventiladores. O então ex-palhaço Pangaré consegue finalmente comprar um. Nossa… como ele (achava) precisava um ventilador! Missão cumprida.  Repentinamente e de forma natural, o sorriso lhe volta à face. Quando menos percebe, está novamente fazendo os outros rirem, e percebe que realmente é essa a sua vocação, e entende o que um dia o seu pai falou: “O gato bebe leite, o rato come queijo, e eu sou palhaço. Temos que fazer o que sabemos fazer”.  Voltou para o Circo Esperança.

A mensagem que fica é a de que nada nesta vida é tão definitivo quanto parece ser. Somos livres para fazer novas escolhas a qualquer momento. Podemos arriscar sem o medo de não poder voltar atrás. Não é errado nem pecado desistir, reavaliar, mudar de ideia quantas vezes forem necessárias. Às vezes só precisamos de um tempo longe, um tempo para nós, para conseguirmos enxergar com maior nitidez nossos objetivos e vocações.

Enquanto a arte me provocar emoções e pensamentos, estarei viva.

Barco da Vida

Publicado: 29 29UTC agosto 29UTC 2011 em Uncategorized

Já chegamos e partimos de tantos portos. Tudo é passageiro, tudo é líquido e está em constante mutação. Às vezes temos a falsa sensação que temos controle das pessoas e situações. Pura ilusão. Quando menos percebemos, tudo escorre por entre os dedos e por mais que tentemos segurar com muita vontade tudo aquilo que está partindo, não adianta. Do mesmo modo que evitar o que está por vir… é inútil.

São muitos os caminhos, são muitas as opções. Quando nos damos conta, a vida já se encarregou de escolher um novo rumo para nós. Até que ponto somos donos de nossas próprias vidas? Nem sempre acontece aquilo que desejamos, esperamos. Nem sempre encontramos o que procuramos. Porém, a surpresa do novo e do inesperado, pode ser maravilhosa. Somos encontrados.

Todos nós, viajantes no barco da vida, parecemos precisar de um porto seguro. Um lugar para voltar, para descansar, para jogar a âncora. Um lugar para tirar as máscaras. Ansiamos sim por viagens sem rumo, à mercê do destino. Mas é muito bom ter para onde voltar.

E quando voltamos para o tal porto e percebemos que o mar lavou e levou tudo aquilo que você construiu e acreditou que estaria lá para sempre? Até parece que esse lugar nunca existiu. É você com você mesmo, outra vez. De fato, tudo é passageiro, fluído, inconstante.

Apesar do medo de ancorar em terras perigosas, talvez seja melhor continuar navegando, conhecendo novos paraísos, enfrentando novos monstros e amores, descobrindo horizontes. Todos, passageiros. Ancorar e partir, ancorar e partir. Um barco cheio de memórias, essas sim, são concretas e estarão de fato para sempre guardadas.

Quando você estiver sozinho dentro do seu barco, olhando seu mural de fotos, sua prateleira de souveniers dos mais diversos locais e ilhas, você vai entender que o verdadeiro porto seguro está dentro de você.  Pelo menos é no que eu acredito. Continue navegando.

O inferno na terra: transportes coletivos

Publicado: 6 06UTC agosto 06UTC 2011 em Uncategorized

Uma das maiores frotas de helicópteros do mundo, é a de São Paulo. Só perde para New York! Pois é!

Enquanto não tenho dinheiro suficiente para comprar o meu, o jeito é andar de “coletivo”, pois pra falar a verdade, nem carro tá dando.

O jeito é encarar. O que é um meio de transporte coletivo? É um veículo frequentado por pessoas de qualquer idade, sexo, cor, opção sexual, nível de educação,higiene, saúde e situação financeira (classes B, C, D, E, F, G……..).  Pode ser trem, metrô, busão, van…. e por aí vai.

Diversas técnicas para a sobrevivência nesses meios de transporte serão apresentadas e ilustradas por situações reais do cotidiano vivenciadas por mim, Camila Bellacosa, (aquela semi patricinha que nunca tinha andado de ônibus até 1 ano atrás).

Kit para sobrevivência no coletivo:

  •  Álcool Gel para higienizar suas mãos sempre que necessário.
  •  Lenços umedecidos para se limpar do suor descendo no destino.
  •  Guarda-chuva –  nunca sabemos quando o tempo vai virar
  • Ventiladorzinho à pilha – alivia!
  • Chinelo de borracha – em pé de salto no busão não rola!
  • Barrinha de cereal – Depois de 1h20 dá fome lá dentro.
  • Paninho lavável, caso você queira sentar no chão ou no degrau e não sujar sua roupinha.
  • Venda para os olhos – pra tirar um cochilinho.
  • Livro de auto-ajuda – de preferência com uns mantras para ler na hora do desespero.
  • Fones de ouvido pra dar uma distraída
  • Sacolinha plástica pra guardar seu guarda-chuva molhado, ou em caso de fedor intenso, respire dentro dela!
  • Desodorante, pra dar aquela aliviada!
  • Garrafinha de água, pra não secar e morrer.
  • Sal, caso caia a sua pressão.
  • Casaco – Mesmo que não esteja frio, ele pode virar um travesseirinho se optar pela janela (caso tenha essa opção).
  • Livrinho de palavra cruzada pra esperar o busão chegar.
  • Tampão de ouvido pra evitar os manos com radinho, bebês chorando e pré-adolescentes com crises hormonais.
  • Audio livro – pode ser de algum novo idioma, nova profissão, história da arte, qualquer coisa! Treinando umas 3h por dia no coletivo, você se tornará um especialista!!!
  • Bilhete Único – fundamental para as suas 1000 baldeações sem gastar tanto dinheiro. Caso você não o tenha, organize montinhos de 3,00 como fiz abaixo:

A máxima que existe nessa vida de coletivo é a seguinte: “Nada é tão ruim que não possa piorar”.

Veja as combinações:

Positiva: sentado (todos sentados!), trajeto curto, janelas abertas, motorista educado, temperatura agradável.

Negativa: Em pé, atravessando a cidade, chuva, janelas fechadas, mulher comendo fandangos do seu lado, bebê chorando, calor desgraçado, motorista mal educado que acha que está levando galinha, pessoas estranhas te empurrando o tempo inteiro, homens indiscretos, senhorinhas cansadas olhando para o banquinho amarelo ocupado por algum pré-adolescente folgado. Os  “mano” com aquele o volume do celular no máximo tocando algum funk nojento que causa vergonha alheia e atrapalha o sono dos demais, ou até mesmo um grupo de adolescentes gritando. O pior é que dá pra acontecer tudo isso ao mesmo tempo, pode acreditar! Ah, e pode ter algum nojento cortando a unha do seu lado! É incrível o número de pessoas que fazem isso. Aí você fica morrendo de medo que uma unha suja venha na sua direção. Terrível.

Viu?! Sempre dá pra ficar pior!

Bom, agora o guia prático do dia-a-dia:

Sempre deixe seu Bilhete Único em um local de fácil acesso, porém com segurança. Espere o ônibus sempre no meio da plataforma, assim, se ele parar muito na frente ou atrás, dá pra você correr. Entrando no ônibus, se possível sente no primeiro banco que encontrar. Quando o veículo parar, aproveite para se mover rapidamente até a catraca, antes que o motorista acelere novamente e você seja arremessada no chão! Tente fazer isso sem tocar nas barras, assim você cuida da sua saúde. Nunca, jamais toque os olhos ou boca durante a viagem. Caso tenha álcool gel na bolsa, use sempre que sentir necessidade. Outro ponto importante é a localização geográfica. Se você é pobre e não tem Iphone que já vem com uma bússola, olhe para o céu e observe onde ele nasce. O negócio é sentar sempre do lado contrário à ele, assim, no trânsito, você não ficará sufocado(a) ou tão suado(a).Para as mulheres, evite os tarados, fique sempre esperta, eles rondam.  2 pontos antes de desembarcar, aperte o botãozinho, assim dá tempo de atravessar a multidão até a porta. Não tenha medo. Imagine seu corpo sendo um objeto maleável que vai se desdobrar, encaixar e moldar no corpo das outras pessoas até que finalmente você seja expelido. Se você for fazer baldeação para algum trem, não tenha preguiça, ande até o final da plataforma, normalmente é melhorzinho (se não for horário de pico, caso contrário, é tudo ruim mesmo). Já tente se acomodar próximo à porta que terá que sair (lado direito, ou esquerdo), isso facilitará! A sensação de sair do trem é ótima! É como nascer outra vez!

Atenção: Esse post não foi psicografado, eu realmente sobrevivi

 

(Maldito) Livre Arbítrio

Publicado: 1 01UTC agosto 01UTC 2011 em Uncategorized

Voltando a escrever depois de quase um ano.  Estou em crise com o nome do blog, porém com uma preguiça gigantesca de fazer outro, migrar os textos… etc. Me disseram que pelo título parece ser o diário de algum louco que vive a base de alucinógenos  – My Crazy Brain. Exagero. Um tanto teenager, concordo…. mas o que posso fazer? Foi o título que encontrei para nomear um blog sem assunto estipulado, que aborda apenas o que me chama atenção no dia-a-dia, ou o que me provoca emoções e vontades. Bom, agora que já me convenci que vou manter o nome, (pelo menos por enquanto) vamos lá.  Vou exercer meu livre arbítrio desde já.

Estava aqui pensando… Qual mulher não curte uma cartomante, um tarôzinho, mapa astral, radiestesia? Tudo bem que são técnicas diferentes, não estou aqui para julgar nenhuma, mas que a mulherada curte… a curte!  Já fiz todas e mais algumas, e o que elas têm em comum?? Adivinhar o futuro, dar uma luz na nossa mente confusa e atormentada. (principalmente a mente feminina né!).

Outro dia ouvi uma verdade… não tem nada mais gostoso do que ter outro ser humano disponível para falar (ou ouvir) de você, só de você por 1 hora seguida! Tudo bem que a gente paga pra isso, mas é legal mesmo assim. (nessa entram os psicólogos também).  Elas falam, falam, falam… mas no final, vem a questão problema; Cartomante : “Estou vendo um homem lindo na sua vida, educado, romântico, carinhoso, bem sucedido… mas vai depender SÓ de você”. LIVRE ARBÍTRIO??? Pô… assim complica tudo!

Bom, depois de um tempo, percebi que é isso mesmo. Somos nós que temos as rédeas da vida em nossas mãos. Acredito em energia, energia que atrai e afasta, que gira o mundo, que faz tudo acontecer. A única coisa que posso fazer é me cuidar, para que o melhor seja atraído. É por isso que energizo meus cristais na lua cheia, tomo banho de ervas de vez em quando, acendo vela para meu anjo da guarda, vigio meus pensamentos. Me sinto bem.

É gostoso saber que temos o poder de decisão. Ao mesmo tempo que temos medo do futuro, do inseguro, das mudanças, é bom saber que a qualquer momento podemos mudar de atitude, de escolha. Somos livres. Nada é permanente. Algumas vezes acabamos abrindo mão desse nosso poder de escolha, para viver em uma atmosfera mais estável. Abafamos a voz do nosso coração e caminhamos cegamente por aí, ignorando todos os sinais que nos são dados.  Parece que insistimos em seguir um caminho que não é nosso. Na profissão, no amor, na religião. Quantos advogados querem ser paisagistas? Quantas mulheres não têm coragem de largar o casamento para seguir a própria vida?

Tem uma propaganda da Natura que diz umas coisas legais (rsssssssssss):

“Não se cubra, descubra
Não embace, desembarace
Não encolha, se atire
Não se feche, arrepie
Não gele, incendeie
Não amarele, avermelhe
Não trema, estremeça”

Ver vídeo.

Como uma boa capricorniana cabeça-dura, turrona,  fica o meu desafio: Arriscar.

Hoje estou feliz por voltar a escrever no meu blog de nome estranho. Arrisquei.

A Revolução dos Bichos – George Orwell

Publicado: 20 20UTC outubro 20UTC 2010 em Uncategorized

Desde que comecei a trabalhar longe de casa e estudar longe do trabalho, o tempo que passo me locomovendo de um lugar para o outro no balanço do busão é considerável. Cerca de duas horas e meia por dia. Eu jamais me permitiria perder todo esse tempo. Ao longo do mês já seria cerca de 50 horas. Entrei na biblioteca da faculdade e lembrei de uma indicação de leitura: “A Revolução dos Bichos” de George Orwell. Dois dias de idas e vindas foram suficientes para que eu terminasse o livro. Trata-se de uma análise metafórica sobre a organização e comportamento da sociedade em torno de seus líderes e da aquisição do poder. Sejam políticos ou profissionais. Para quem não conhece a história, vou tentar resumir: Tudo começa com o cenário de uma granja onde os animais eram sobrecarregados de trabalho, maus tratos e mal alimentados pelo dono do estabelecimento. Os animais revoltados com essa realidade a qual estavam sendo submetidos pela espécie humana, organizaram uma revolução a qual tinha como objetivo expulsar os humanos daquele território e instaurar um novo sistema de administração na granja feita pelos próprios animais, sendo que todos seriam regidos por sete mandamentos. Estes foram estabelecidos tão logo a revolução se deu por completa. O chamado “Animalismo” – regime instaurado na granja, no qual os animais passariam a trabalhar apenas três dias da semana, teriam mais comida e direito a aposentadoria. Essa maneira de administrar pode ser comparada ao sistema Socialista, pois tinha ideais igualitários. Abaixo os sete mandamentos de deveriam reger a granja:

Os Sete Mandamentos: 1-Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; 2-O que anda sobre quatro pernas, ou tenha asas é amigo; 3-Nenhum animal usará roupa; 4-Nenhum animal dorminá em cama; 5-Nenhum animal beberá álcool; 6-Nenhum animal matará outro animal; 7- Todos os animais são iguais.

Os mandamentos do Animalismo não duraram muito na granja. Logo alguns animais que se julgavam mais inteligentes do que os outros (e de fato o eram) e se diziam mais indispensáveis, começaram a articular, planejar e manipular o resto dos animais.  Resultado: o caos total. No fim do livro, os mandamentos já tinham sido todos quebrados. Os líderes contavam com a fraca memória e da ignorância dos outros animais, fazendo-os crer que nada havia mudado (apesar do caos).

Se ficarmos atentos ao nosso redor, conseguimos identificar muito dos personagens ao nosso redor. Sempre vai ter aquele porco “Napoleão”  metido a esperto querendo manipular todo mundo (até cheguei a considerar que a expressão “espírito de porco” tenha vindo daí”), assim como sempre terá um cavalo “Sansão” que a única coisa que sabe fazer é obedecer e trabalhar cegamente, e também o burro, que apesar de mais esperto que os demais animais, não faz nenhum esforço em prol do grupo. That´s the life.

Diante do período de eleições que estamos vivendo, a leitura se torna mais incrível. Quem você será pelos próximos 4 anos!? O cavalo “Sansão”???

Depois de dois meses sem postar… ai vai! I´m back.

Beijos!

A Comunicação Empresarial no século XXI apresenta novos atributos como a interatividade, agilidade de resposta e compromisso com a cidadania. A instabilidade se institucionaliza e faz-se necessário um novo sistema de planejamento mais abrangente, que não faça análises fragmentadas e que enxergue a organização como um organismo, com todos os seus setores interligados. A partir dessa realidade define-se um novo perfil para o comunicador do futuro, ou seja, aquele que enxerga o mercado sob uma perspectiva plural e ampliada. Devido à globalização, ao uso de novas tecnologias, customização, “commoditização” e de nova ética, o processo de mudanças na comunicação empresarial exige novas posturas, estratégias e forma de gestão, isso significa que as empresas precisam ter uma maior flexibilidade e interatividade com seus stakeholders.

As novas gerações tem abraçado formas de administração nas quais prevalecem a informalidade, a ânsia pelo risco, a inovação e a criatividade. Cada vez mais, notamos que executivos chegam ainda jovens ao topo das organizações, pondo em prática atitudes mais democráticas, tencológicas e participativas. A tendência é que os níveis hierárquicos sejam reduzidos, horizontalizando o sistema de comunicação empresarial, favorecendo a disseminação de informações, incentivando o trabalho em equipe (times), porém sem anular a individualidade, sendo essa uma característica marcante dos tempos atuais. A tradição deixa muitas vezes de ser vantagem competitiva. O que vale agora é a ousadia dos sonhos que uma organização projeta para o futuro.

A segmentação dos mercados e dos públicos aumenta a demanda por produtos, serviços e informações específicas. Isso reflete no número de revistas que podemos observar nas bancas, na variedade de sites e na diferenciação dos releases enviados pelas assessorias de imprensa de acordo com o público que pretendem atingir. Outro fator que implica na segmentação é a desmassificação da produção, que faz com que a identidade de pessoas, grupos ou nações seja valorizada. Hoje o padrão é não ter padrão. Porém a perspectiva muda quando o assunto é de interesse geral; O exercício da cidadania passou a ser uma imposição da sociedade moderna, que encontra-se mais conscientizada da importância da responsabilidade social. Empresas passam a ser admiradas mais pela forma como interagem com a sociedade do que pela qualidade de seus produtos e serviços, que encontram-se muito competitivos e dificilmente um cliente consegue eleger qual marca produz o produto em si com melhor qualidade do que outro.

As novas tecnologias mudaram os conceitos de espaço e tempo. Fronteiras estão sendo derrubadas. O mundo tornou-se pequeno para quem tem acesso ao telefone e intenet, meios estes que potencializam as oportunidades para novos negócios, redimencionam hábitos de consumo e circulação de informações. As organizações ainda então em processo de adaptação à essa recente realidade que envolve os novos formatos porpostos pela mídia, porém contínua e agressivamente crescem o número de empresas conceituadas que utilizam inclusive as mídias sociais como ferramentas de comunicação, desenvolvendo ferramentas  para controle e mensuração das informações que fluem pelos meios eletrônicos que direcionam o que, quando, quanto e para quem produzir. Esse esforço para atualização também vem da ameaça que a comunicação online pode representar se não for bem utilizada e administrada, pois a internet é um terreno fértil para boatos e denúncias que tendem a circular rapidamente e sem controle.

Eta curiosidade da peste!

Publicado: 29 29UTC julho 29UTC 2010 em Uncategorized

Se eu não fosse Relações Públicas eu poderia facilmente ser uma detetive, ou algo do tipo. Tenho prazer em “fuçar” tudo. Desde pequena, quando ir para a chácara dos meus avós aos finais de semana era um hábito, eu achava o máximo abrir as gavetas de todos os quartos, olhar os guarda-roupas, armários dos banheiros… eu sempre encontrava algo interessante! Uma vez achei um sapato vermelho com um salto bem fino e alto que a minha bizavó usava nos bailes de antigamente. Rolou desfile a noite toda! De vez em quando eu aparecia com algum objeto interessantíssimo na cozinha e  minha vó falava: “Como você é curiosa menina! Onde você encontrou isso?!”. Eu só queria brincar…

O que isso tem a ver com as mulheres? A curiosidade. Mas algumas, vão além…

 

                 Já vi uma roubarem as senhas de seus maridos  ou filhos (principalmente de e-mails e mídias sociais), bisbilhotarem celulares em busca de algum SMS duvidoso, cheirarem suas camisas…. entre outros.  PELOAMORDEDEUS, Pára! É querer achar pêlo em ovo, e quando mulher quer, ela encontra (imagina, alucina, whatever)! – Isso é doença! Precisam de terapia, psiquiatria, qualquer coisa que acabe com “ia” e resolva a histeria. E isso não é apenas curiosidade, é possessividade, necessidade de exercer o controle o tempo todo, perseguição. Destrói absolutamente tudo de bom que possa existir em uma relação, independente dela ser amorosa ou não. 

                Gennnnte, isso é coisa de mulher doida! Agora… ela pode ser doida por natureza ou o cara pode tê-la deixado (mais) doida! No meu caso, já aconteceu da minha tendência curiosa ser agravada pelas circunstâncias, portanto….eu procurei! rs Resultado: encontrei o que não queria (ou queria). Um vulcão entrou em erupção dentro de mim! Não bom, não bom, não bom….    E a mulher que da uma “bisbilhotada” não por ser insegura, ou desconfiada, ou estar infeliz em seu relacionamento? Acontece. Ela é apenas mulher; Logo, curiosa, que se compara com as outras mulheres (se alguma disser que não faz isso é MENTIRA), que sempre está procurando algo que as deixe mais lindas ainda. Sim, mulher é competitiva. Mas vamos combinar que TUDO tem limite. Curiosidade e perseguição só mudam quanto à intensidade. Na minha opinião, é claro. 

                Lembrei de outra que aprontei, com uns 9… 10 anos…  fiquei com o dedo preso dentro de um vaso enorme de cerâmica que a minha vó fez naquela época (horas e horas de trabalho). Tive que me arrastar com o vaso (que era quase do meu tamanho) até alguém escutar meus gritos… Creme, vaselina, condicionador, óleo…. Ufa, tiraram meu dedo, e sem quebrar o precioso vaso. Minha vó perguntou: “Por que você enfiou o dedo aí????”. Não sabia responder. Hoje em meus relacionamentos acredito estar dentro dos parâmetros de normalidade, porém…. Meio como ter enfiado o dedo no vaso…. hoje senti que ainda existe um vulcãozinho adormecido dentro de mim. Quem mandou ser curiosa?!  

                O sentimento foi o mesmo do dia que meu vô me levou para  conhecer o escritório dele, no centro de São Paulo. Achei o máximo saber onde ele passava tantas horas do dia! Livros, canetas, frigobar, wisky, computador, fotos, quadros…….. Ele foi usar o banheiro e me largou lá, sozinha, naquela sala cheia de coisas! Comecei a abrir as gavetas… adivinha o que eu encontrei?! Uma coleção de Playboys. Indignada, foi questioná-lo. Ele disse que essas revistas tinham artigos ótimos. Pode até ser, mas tem coisas que não precisamos encontrar, apenas fazem parte da vida das pessoas, e só delas… da história e intimidade de cada uma.

A Arte da Convivência X Diferenças Zodíacas

Publicado: 28 28UTC julho 28UTC 2010 em Uncategorized

Faz mais de 20 dias que eu e a minha irmã estamos sozinhas em casa. Não é a primeira vez, mas mesmo assim, está sendo um tanto quanto traumático! Vou explicar: Desde o primeiro dia, ela quis estalebecer uma regra: “Um dia uma passeia com o cachorro enquanto a outra lava a louça e no dia seguinte invertemos”. Pensei: Justo.

Justo até o dia que ela pediu demissão. Chego do trabalho, abro a porta, vejo ela deitada no sofá, com um cobertor bem fofinho vendo sessão da tarde. Dou um oi rápido e entro. Na cozinha, uma pilha enorme de pratos, copos e panelas que ela usou durante o dia esperando por mim, pois é o MEU dia da louça. Justo?!

Ela cumpre com o cronograma da extensa lista de atividades: cachorro e louça, dia sim, dia não e nada, nada mais. No dia da regra, eu deveria ter incluido outras atividades como: tirar lixo, jogar fora a comida estragada, levar o cachorro tomar banho, veterinário, fazer compras, levar e buscar toda semana o aspirador na minha vó (o nosso está quebrado……. ieiii), organizar as atividades da faxineira, lavar roupa, concertar o carro, pagar contas, etc…  That means, eu faço a regra e o resto. Azar é meu, pois quando reclamo, escuto: “Fez porque quis…”.

Eu não sei o que acontece comigo, talvez seja minha sina, carma, (missão na Terra!?) sei lá o nome, mas todas, todas as pessoas especiais da minha vida ou que convivem diretamente comigo são nascidas em junho/julho. Ou seja, são cancerianas. (mãe, irmã, namorado, amigas…. etc). Extremos opostos (pelo menos no aspecto de organização mental, rs). Ao longo dessa história de convívio intenso já incorporei algumas estratégias de sobrevivência. Daqui uns anos já poderei escrever uma monografia sobre a observação do comportamento dessas pessoas e de como elas se organizam e interagem com o ambiente.

Poxa, juro que eu adoraria ser um pouco mais parecida com eles! Outro dia estava rolando um som super alto no quarto, acho que era rock, metal.. sei la… Quando entrei, vi meu namorado com um livro na mão, concentrado, lendo… na maior paz do mundo. Como?!!?!?!?!? Eu precisaria desligar a TV, sentar em um lugar confortável, a temperatura estar agradável, as condições de humor adequadas etc etc etc. Nossa… eu complico muito as coisas.

Ontem perdi a cabeça com a minha irmã. Rolou um barraquinho básico. Evito, mas quando acontece, até me faz bem aquela descarga de adrenalina! Depois fiquei pensando nos meus erros, me questionando… No fim cheguei a uma conclusão. O que estraga tudo não são as diferenças zodíacas  ou como as pessoas funcionam, mas sim a falta de bom senso e companheirismo, e essas são as características que definitivamente faltam nela. Agora o esquema em casa vai ser outro, vou mudar a estratégia: cada um por sí, salve-se quem puder. 

 Acho que meu namorado vai ler esse post, então vou mandar uma mensagem pra ele: O dia que você me “mandou” parar de fazer tudo o que eu estava fazendo e ir tomar um vinho com você na sala, salvou minha noite. É disso que eu preciso, rs.

Ética & Felicidade

Publicado: 12 12UTC julho 12UTC 2010 em Uncategorized

Há uns 2 anos atrás, quando eu tinha aulas de política e ética na faculdade, comprei um livro do Gabriel Chalita,  Doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica, chamado OS DEZ MANDAMENTOS DA ÉTICA. Decidi lê-lo novamente, com um novo olhar e tirar novas conclusões. A idéia é escrever um texto para cada um dos mandamentos, que segundo Chalita são:

- Fazer o Bem;

-Agir com Moderação;

-Saber escolher;

-Praticar as Virtudes;

-Viver a Justiça;

-Valer-se da Razão;

-Valer-se do Coração;

-Ser amigo;

-Cultivar o amor;

-Ser Feliz.

Já na antiga Grécia, Aristóteles foi um dos primeiros a procurar sistematizar a Ética, que no começo do livro foi definida como a busca da excelência em todas as coisas e as questões que se articulam em torno dela. Para o filósofo a Ética tem por objetivo último garantir ou possibilitar a conquista da felicidade. Essa sua procura resultou na produção de uma obra composta por 10 livros chamada “Ética à Nicômaco” que foi dedicada à seu filho, na tentativa de  proporcionar-lhe além de educação, um caminho mais esclarecido na busca de sua felicidade, tendo este, diversos trechos citados no livro de Gabriel Chalita.

Faz bastante tempo que me interesso pelo tema, pois sempre me gera algum tipo de reflexão e me estimula uma mudança de olhar diante das situações cotidianas. Para quem acompanha o meu blog, sabe que o meu primeiro post foi sobre a busca da felicidade, depois escrevi sobre a busca da essência, que nada mais é do que a busca do equilíbrio.

 Outro dia, vi um pensamento de um amigo no Facebook, que certamente foi inspirado por Mário Quintana:  “Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a
felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude em nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade”. Concordei.~

A cantora de MPB, Ana Carolina, antes de iniciar um show, faz um desabafo através do poema “Só de Sacanagem” de Elisa Lucinda sobre um dos aspectos da Ética; aquela que rege o nosso dia a dia e serve como mediadora do convívio social e qual encontra-se tão deturpaba. Para ver o video, clique aqui.

Estou vivendo uma fase na qual busco o equilíbrio, a sensatez, a organização, o bem ao próximo. Quanto mais  me aproximo desses ideais, mais me sinto feliz. Para ilustrar o texto, coloco  a foto de um querido amigo, Caio Abdo. Ele foi ao Parque Ibirapuera na tentativa de captar uma atmosfera diferente da qual estamos acostumados na cidade, de tanta poluição, congestionamento, desordem… enfim, do desequilíbrio. Acredito que todos temos muito o que aprender com a natureza, pois fazemos parte dela, e as vezes esquecemos disso. Essa foto também me fez lembrar do Mito da Caverna de Platão, onde a árvore representa o mundo das idéias e a sombra das árvores o  mundo visível. O quão preso estamos nas sombras? Acredito que o exercício da ética é que nos trará sabedoria suficiente para transcendermos para um nível superior de entedimento e felicidade.

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